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8 de MARÇO: DIA DE REFLEXÕES E LUTAS!

Em 25 de março de 1911 cerca de 130 MULHERES trabalhadoras morreram carbonizadas em um incêndio ocorrido em uma fábrica em Nova York.

OPERÁRIAS que desempenhavam jornadas de trabalho de até 16h – na fábrica, mais o período de dupla-jornada – em casa, nas lidas domésticas, e que recebiam salários que não chegavam a 1/3 dos salários dos homens.

O evento marcou a história, e influenciou profundamente as lutas femininas por melhores condições de trabalho, melhores salários, melhores condições de vida, por respeito, por igualdade, etc.

Muito se avançou no campo dos direitos sociais devido a luta protagonizada pelas MULHERES trabalhadoras ao longo dos anos.

No Brasil, houveram importantes conquistas, tais como a garantia de emprego à gestante, licença-maternidade, intervalos para amamentação durante a jornada de trabalho, intervalos para descanso e alimentação antes de realizar horas extras, proteção do mercado de trabalho da mulher, proibição de diferenças de salários por motivo de sexo, aposentadoria aos 60 anos, etc…

Em 2017, o governo Temer (MDB), ao argumento de que as leis do trabalho precisavam ser modernizadas, e que isso geraria “milhões de empregos” no País, propôs a Reforma Trabalhista, que foi aprovada pelo Congresso Nacional – Lei 13.467/17, inclusive, com o voto do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que se posicionou energicamente a favor da reforma, e chegou a dizer que “mulher tem que receber salário menor do que o do homem porque engravida”.

Aqui estamos, em 2019, e as taxas de desemprego no País seguem em patamares elevadíssimos, inclusive, batendo recordes nas Capitais – hoje são quase 13 milhões de pessoas desempregadas no Brasil.

Onde estão os empregos que seriam criados pela modernização das leis?

A Reforma Trabalhista começa a mostrar a sua verdadeira face: a face do mal, com o único objetivo de condicionar os trabalhadores às necessidades dos patrões, precarizando e retirando direitos, para alienar e dividir a classe trabalhadora, e baratear o custo da força de trabalho.

E o que fez o atual governo até agora para atenuar a dor e o sofrimento das famílias atingidas pela chaga do desemprego?

Absolutamente nada.

Como se não bastasse, o Presidente Bolsonaro tem como prioridade promover ainda este ano a Reforma da Previdência, que, se aprovada, em resumo, fará com que tenhamos que trabalhar até o último dia de nossas vidas.

Tanto a Reforma Trabalhista, como a Reforma da Previdência, prejudicam, sobremaneira e principalmente, as MULHERES, que, já imersas em relações de trabalho precarizadas, vítimas das mais variadas formas de assédio, submetidas a dupla-jornada forjada pela sociedade machista na qual vivemos, terão que trabalhar ainda mais tempo para poder se aposentar.

E isso, em um mercado de trabalho marcado pela discriminação de gênero, de raça, etc.

Que este 08 de março seja um dia de reflexões e lutas!

Que as MULHERES sejam protagonistas da sua própria história, tendo a certeza de que os homens de verdade estarão ao seu lado… nem acima, nem abaixo, simplesmente ao lado, empunhando a mesma bandeira e compartilhando dos mesmos sonhos.

Que o espírito de solidariedade una a classe trabalhadora!

*Texto de autoria do sócio João Francisco Júnior.

 



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