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SINDICATO DOS METALÚRGICOS DENUNCIA DESCASO DA PETROBRÁS COM O POLO NAVAL DE RIO GRANDE

A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos (STIMMERG) de forma conjunta com a sua assessoria jurídica, representada pelo sócio Halley Lino de Souza, realizou coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (23/11) para denunciar o deliberado descaso da Petrobrás com o Polo Naval de Rio Grande.

Na oportunidade tratou-se de documento emitido pela ECOVIX à Petrobrás, no qual foi informado de forma inequívoca que o custo do derretimento e do desfazimento do material hoje alocado no Estaleiro Rio Grande – até então destinado à produção da P-71 – é mais elevado do que o investimento financeiro para a construção ou venda do próprio casco.

A partir destas informações, além de denunciar tal conduta, o Sindicato irá apresentar tais informações e documentos junto ao processo de recuperação judicial da empresa em curso.

Relembre o caso

No ano de 2017 a Petrobrás e o Governo Federal anunciaram a venda como sucata de todo o material que estava sendo utilizado para a construção da P-71, desmobilizando todo o restante dos investimentos vinculados ao Estaleiro Rio Grande e agravando de forma profunda o desemprego dos trabalhadores do Polo Naval da região.

O Sindicato dos Metalúrgicos, no processo de recuperação judicial da ECOVIX CONSTRUÇÕES OCEÂNICAS, obteve vitória judicial para impedir qualquer ato de desmonte, separação ou alienação dos equipamentos alocados junto ao Estaleiro.

A partir deste cenário é que surgiu a informação conferida pela própria ECOVIX no sentido de que é possível continuar as operações no Estaleiro, pautando-se não só pela economia e pelos aspectos financeiros, mas também pela oportunidade de geração de empregos.

Entretanto, a resposta da Petrobrás através de Ofício foi negativa, não aceitando a proposta. Trata-se de conduta que evidencia o descaso do Governo Federal e da Petrobrás com a política naval de Rio Grande, visto que em outras localidades estão sendo retomadas atividades de reparo naval.

Destaca-se a seguir a íntegra do documento apresentado pela empresa, no qual se reconhece a viabilidade do Polo Naval local, especialmente da construção da P-71:



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